Castigo pra educar

Nada de colocar a criança no cantinho pra pensar. Ela não vai nem entender o que isso quer dizer, e o castigo não vai adiantar pra nada.
Ninguém discute que castigo é necessário, porque faz parte do processo de educar, mostrar o que é certo e errado, dar limites, orientar. Mas é preciso bom senso na hora de aplicar o castigo adequado a cada situação, porque ele só funciona se tiver uma conotação educativa e não punitiva simplesmente. Ou seja, ele deve estar diretamente ligado ao erro cometido. Sujou a parede? Limpa. Não adianta colocar a criança no tal cantinho do castigo pra pensar no que fez. Ela não vai pensar, porque nem compreende o sentido disso até os 6 anos. Portanto, isolá-la só serve mesmo para dar uns minutos de descanso para a mãe.
Você concorda com o cantinho do castigo, com o argumento de “vai pensar”?
É onde eu to batendo a minha tecla ultimamente. Eu não gosto de Supernanny, eu prefiro “seu cão seu dono”, porque isso que ela faz é adestramento. Quem faz isso com uma criança pequena não sabe o que está fazendo, não conhece o desenvolvimento cognitivo, psíquico e intelectual da criança. A criança só consegue pensar sobre o que fez e só compreende o sentido moral das regras e dos valores a partir de 6, 7 anos. Então, botar uma criança pequena pra pensar no que ela fez só serve pra dar uns segundos de descanso pra mãe. Não tem função educativa, pode ser adestramento e mesmo assim não funciona. A criança pequena entende o não e o sim, porque o não deixa a mamãe triste e o sim deixa a mamãe feliz.
 Ela percebe a reação da mãe...
Exatamente. Ela sabe que deixa a mãe triste se faz alguma coisa que ela não gosta. E não tem coisa mais importante pra criança do que agradar aos pais. A melhor forma é falar pra criança “isso que você fez, cita o ato, é feio e a mamãe não gosta”. Nunca colocar em dúvida o amor que sente pela criança. Nunca falar “A mamãe não gosta de você porque você fez isso”. Mas “a mamãe fica triste e brava com você quando você faz isso”. Tem que apontar que é o comportamento que a mãe não gosta e não dela. Nunca podemos deixar a criança com essa dúvida. Tem criança que sempre repete “mão, você gosta de mim, você me ama”? Ela precisa reforçar esse amor.
Os castigos funcionam?
Sim. ­­­­­­­­ O castigo tem que ter correspondência direta com o erro da criança. Por exemplo, ela rabiscou a parede, ela sabe que não pode fazer aquilo. Em vez de colocar no cantinho pra pensar “olha o que você fez”, o castigo é fazer a criança limpar, do jeito dela, claro. Ela não vai saber limpar do jeito que ela souber. Agora, a criança deu um tapa na mãe, segura as mãozinhas, olha bem nos olhos dela e diz “eu não quero que você faça isso, a mamãe não faz isso com você”. Porque se a mamãe faz, a mamãe não tem moral pra falar nada. “Eu estou brava”. E fica sério. Aquilo vai entrar na cabecinha dela.
 A partir de que idade?
O castigo educativo pode acontecer desde 3 anos, quando a criança já fica mais solta e tem percepção do que agrada e não agrada os pais. Antes disso, o “não” é muito importante, é o primeiro organizador psíquico, mas eu prefiro educar pelo “sim”, porque a criança pequena, até 4, 5 anos, é oposicionista, ela é do contra, ela acha que é o centro do universo, que as pessoas existem para servi-la. “Pega isso”, “Faz isso”, “Quero comer”, “Me dá isso”, “Quero comer”... e elas têm uma característica egocêntrica, elas são mesmo, o que é diferente de egoístas.
 Qual é a diferença?
O grande erro dos pais quando a criança não quer dividir um brinquedo é chamá-la de egoísta, rotulá-la, e um rótulo é pra sempre. Ela não é egoísta, ela é egocêntrica, o mundo é dela.
 E como repreender?
Como ela tem essa característica oposicionista, eu prefiro mudar o foco. Porque se ela está com um copo na mão e você grita “larga esse copo”, o que ela faz? Sai correndo, vai transformar isso numa brincadeira. Eu acho que as mães precisam ser mais ativas, agir mais e falar menos em algumas ocasiões. Há momentos em que o “não” bem sonoro é preciso – a criança larga a mão da mãe na rua, é preciso um não. Mas as mães dizem muitos nãos e ela perde a autoridade. O não precisa ser deixado pra situações importantes, porque vamos ter que dizer muitos nessa etapa em que ela está descobrindo o mundo, quer mexer em tudo, porque ela quer conhecer as coisas. Não adianta falar não mexa na minha porcelana, porque isso pra ela é brinquedo. Ela não tem noção do valor. Ela quer por na boca, porque assim ela apreender. Por isso é importante não deixar coisas perigosas ou de muito valor ao alcance delas. Isso chama-se bom senso. Pega uma coisa que não devia, mostra e tira das mãozinhas. Diz que vai guardar.
 Mas a gente tem que adaptar a casa à criança?
Tem, sim, nessa fase de descobertas, para não ter que falar o tempo todo não e não e não. E não acontecer o que vejo sempre no consultório, que são mães de crianças de 3 anos, onde o vínculo já está tão desgastado, porque a mãe diz não e a criança diz sim, que tem mãe que não suporta olhar a criança aos 3 anos, e vice-versa. É a fase em que a criança começa mesmo a ficar mais sapeca, mas é tanto não, tanto estresse. Em vez de ficar gritando, sai daí, muda o foco: vamos espalhar pasta de dente no banheiro? A criança pegou uma faca, não adianta ficar gritando. Tira a faca da mão, explica isso faz dodói. Faz ela sentir, faz aiai, mostra. Agora você vai ficar de castigo porque pegou a faca... Não!!! Precisa ter criatividade e entrar com o lúdico.
 Você acha que o cantinho do castigo tem alguma vantagem em algum momento?
É bobagem, é perda de tempo, não é educativo, não vejo valor algum, a não ser pra mãe descansar alguns minutos dessa criança ou descarregar a raiva dela.
 E associar o castigo ao pensar?
O pensamento é uma coisa tão boa, é um crescimento, uma elaboração, é sinal de inteligência, de crítica. O pensar acaba virando um castigo. A criança começa a pensar e não a refletir sobre os atos dela, mas a reflexão é a partir dos 6 anos, a refletir sobre o que é certo, a moral. Antes dessa idade, a mãe coloca a criança no colo e diz, por exemplo, você está bravo com a mamãe porque ela não deixou você fazer o que queria. Esse é o papel da mãe. Explicar para a criança por que ela está daquele jeito e como se chama aquilo que ela está sentindo. Você está com raiva, você está triste porque o seu brinquedo quebrou, você está irritado porque você está cansado e quer dormir. Isso é pra se fazer desde pequenininho. A criança aprender a nomear os seus sentimentos e as suas emoções. Isso é maravilhoso, e a principal função da mãe até os 5 anos. È o que chamamos em psicodrama em fazer o duplo. É muito mais importante do que fazer a criança pensar sobre um erro. Você está junto com ela criando associações. A mãe deveria se preocupar mais com isso.
A criança xingou a mãe e vai pro castigo. Não, você xingou a mamãe porque você está bravo porque a mamãe não deixou você fazer isso. Toda vez que você fica bravo você bate no seu irmão, não é assim que se faz. Toda vez que você quer alguma coisa no mercado você se joga no chão pra chamar a atenção das pessoas, porque você sabe que a mamãe acaba comprando o que você quer. Fez birra, ignora, espera passar a crise, (também não adianta interferir na crise, porque você vai levar pontapé, supapo, e a criança vai exagerar ainda mais), você quer uma coisa, a mamãe diz não, faz a leitura.
 Mas não adianta dar castigo? Tirar o videogame?
Mas qual é a relação da birra com o videogame? Nenhuma. Então, fez birra, então o castigo é: você não vai mais com a mamãe nesse lugar. Quando a gente fala de atitudes com a criança, é preciso levar em conta a idade. Uma criança pequena você não pode botar pra pensar, mas uma maior você pode. Aí sim você fala pensa no que você fez, mas aí é um pensamento crítico (a partir dos 7 anos).
 E como agir com uma criança já maior, com 11, 12 anos, que vai mal na escola, não estuda?
Você vai combinar com ele um horário pra ele estudar todos os dias, mas não adianta você definir o horário. A mãe vai perguntar que horas é bom pra ele. Tal hora. Se estiver bom pra mãe também, ok. Porque esses contratos funcionam desde que o outro participe. Geralmente a mãe diz que fez um combinado, mas só ela fez. E a regra não funciona quando o outro não participa. Mas se a regra é discutida e o outro não faz, você tem força pra falar que ele quebrou um combinado. E combinados não se quebram, porque você perde a confiança.
 O que você acha de tirar o computador ou o videogame em outras situações?
Na hora da raiva, deixa o cara um mês sem o computador ou o futebol, justamente as atividades que relaxam a criança, que dão prazer. E o filho fica ainda mais nervoso, mais irritado.  Não acho que deve tirar o prazer da criança. Eu tenho um cliente muito ansioso que descarrega a tensão e, quando vai mal na escola, o que a mãe tira? O futebol. E eu acho que só o prejudica mais, o agride, ele fica mais tenso e menos em condições de ir bem na escola.
 O que fazer?
Vou contar uma história. Uma vez, eu ia dar uma palestra e me ligou uma mãe dizendo que ia bater no filho, que estava mal na escola. Aproveitei e abordei o assunto na palestra, contei a história e perguntei pra plateia o que aquele menino estava precisando. Uma menina sentada na primeira fila respondeu: Ele precisa de ajuda. Ninguém vai mal na escola porque quer. Se isso está acontecendo é sintoma de que algo não está bem. Não é castigo, às vezes ele precisa simplesmente mudar de escola. Ele precisa de ajuda. E digo o que não fazer: jamais chamá-lo de vagabundo, preguiçoso, burro... são rótulos que ficam. O jovem e a criança não sabem quem são, é o adulto que diz pra ele quem ele é. Se ele vai escutando isso é isso que ele vai ser, o papel que ele está recebendo desse adulto. Por isso, toda família tem a ovelha-negra, a santinha. De repente, isso é uma condenação. É uma profecia.

Dezembro Chegou!

 Mais um ano se passou e os bons momentos da vida, feitos de tudo o que é forte, simples e belo, como um olhar, um sorriso, um gesto de amizade foram apreciados e cultivados. Muitos desafios foram vencidos e outros objetivos foram lançados.

   Agradecemos a Deus pelos “presentes” recebidos nesse ano letivo, pois cada aluno, em particular, marcou nossa escola de maneira única e especial. Que as experiências compartilhadas no percurso até aqui sejam a alavanca para alcançarmos a alegria de chegar ao destino projetado.

   De nossa parte, podemos afirmar que procuramos realizar o melhor para os nossos alunos e que não mediremos esforços para que, em 2015, aperfeiçoemos ainda mais os nossos serviços.
   Reconhecemos a confiança depositada em nosso trabalho, o que nos motiva no compromisso de satisfazer as expectativas projetadas em nossa instituição. Agradecemos também, as famílias que já efetuaram a rematrícula de seu filho para o próximo ano.

   Queremos nos dedicar ao máximo para confirmar a escolha que fizeram pela nossa escola, contando com a mesma parceria que firmamos durante este ano.
   Que entre a magia do Natal e a realidade da vida possamos encontrar espaço para a alegria, para o encontro com as pessoas, para sonhar, acreditar em um mundo melhor e agir por um mundo mais humano. Que o Natal possa ser o renascer da esperança e que esta se realize no decorrer do Novo Ano. 

   Que possamos sentir mais forte ainda o significado da palavra amor, refazer planos, reconsiderar os equívocos e retomar o caminho para uma vida cada vez mais feliz.
   Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer à vida, que de fato queremos ser plenamente felizes e no que depender de nós, isso será realidade!

Nós da equipe do Colégio Machado de Assis,agradecemos a presença de todos e esperamos contar com essa mesma parceira em 2015!
Desejamos à todos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.” 
 (Fernando Pessoa)

11 maneiras de ajudar na alfabetização do seu filho




Contar histórias, deixar bilhetinhos na geladeira, fazer lista de compras em voz alta - essas são apenas algumas ações que ajudam na alfabetização das crianças.

Elementos do dia a dia, como receitas culinárias e contos infantis, também ajudam na alfabetização de uma criança
Você sabia que os pais também podem ajudar na alfabetização de seus filhos? Isso mesmo! Mas não se preocupe, pois não se trata de ter de ensinar formalmente a criança a ler e a escrever, função esta do professor. Você pode, isso sim, tornar o ambiente de convivência da criança repleto de atos de leitura e escrita, de forma a inseri-la desde cedo no mundo das letras. Em suma, deixar o ambiente doméstico mais alfabetizador. "Isso acontece quando, por exemplo, a mãe deixa bilhetinhos na porta da geladeira, apontando a finalidade do ato para a criança: ‘vamos deixar esse recadinho para o papai avisando-o que iremos nos atrasar para o jantar’. Ou quando, antes de começar um novo jogo (de tabuleiro, por exemplo), ela propõe ao filho que eles leiam as regras juntos."
A criança que cresce em constante contato com a leitura e a escrita acaba se apropriando da língua escrita de maneira mais autoral e adquirindo experiências que vão fazer a diferença na hora de ela aprender a ler e a escrever efetivamente. "Isso explica o fato de, numa mesma sala de 1º ano, professores se depararem com algumas crianças praticamente alfabetizadas e outras que sequer entendem a função do bilhetinho na porta da geladeira ou que a linguagem escrita se relaciona com a oral.
DEIXAR BILHETES OU ESCREVER CARTAS
Que outra função tão importante tem a escrita que não a de comunicar? Pois desde bem cedo a criança pode perceber isso, pelas atitudes dos pais. Deixe recadinhos na porta da geladeira, escreva cartas e estimule-a a fazer o mesmo (mesmo que saiam apenas rabiscos. Lembre-se: nessa fase do desenvolvimento, não se erra, se tenta acertar). 'Vou escrever uma carta para a vovó contando como estamos. O que você quer que eu conte para ela?'. Recebeu uma carta ou encontrou um recadinho em casa? Leia em voz alta. "Procure incluir a criança sempre que uma situação de comunicação escrita se apresentar na casa", aconselha a educadora Maria Claudia.
PREPARAR RECEITAS CULINÁRIAS NA PRESENÇA DA CRIANÇA
Num ambiente alfabetizador, é importante que a família chame a criança, desde muito cedo, para participar de algumas ações, de forma que ela presencie o contato com a língua escrita, percebendo suas várias funções. Na culinária isso pode acontecer de maneira descontraída e divertida. Durante a receita de um bolo, por exemplo, vá perguntando para a criança: "Vamos ver o que falta colocar? Ah, ainda preciso colocar 3 ovos, está escrito aqui"
LER HISTORIAS
Ler para a criança pequena tem muitos benefícios e, num ambiente alfabetizador, é a primeira exigência a ser feita, pois é por meio de pais e professores que a criança passa a ter contato com a língua escrita. "Quando a mãe lê uma história para a criança, ela é leitora junto com a mãe", acredita Maria Claudia Rebellato. Leia com frequência para seu filho: gibis, revistas, contos de fadas... Leia mais de uma vez o mesmo livro, pois isso é importante para a criança começar a recontar aquela história depois, no papel de leitora, inclusive passando as páginas do livro corretamente. 

O que pouca gente lembra é que o ato de leitura deve começar muito cedo, com crianças que ainda estão longe de serem alfabetizadas. "É assim que os pequenos vão percebendo a relação entre as linguagens oral e falada; vão identificando as várias funções da escrita, para que serve cada gênero textual; e vão se tornando leitores e escritores", coloca a especialista. Ao ouvir histórias, a criança acaba percebendo que a leitura é feita da esquerda para a direita (importante para o momento em que ela vai começar a riscar), consegue diferenciar o que é texto do que é desenho, começa a notar que as palavras são escritas separadamente formando frases que fazem sentido e a adquirir noção de volume de texto. "É comum, por exemplo, a criança perceber quando a mãe está pulando trechos da história (geralmente porque ela já está cansada e quer dar uma resumida na historinha). A criança vira e fala ‘tem mais coisa aí, mamãe’. Isso mostra que ela está já está amadurecendo como leitora e, embora ainda não leia, já faz o que chamamos de pseudoleitura", observa a Maria Claudia.
SER UM MODELO DE LEITOR
Essa é a premissa mais básica de qualquer ambiente alfabetizador. A criança forma valores a partir de bons modelos e, assim, ter pais leitores é fundamental para ela aderir à leitura. "Estante de livro não pode parecer santuário. As crianças têm de observar que os pais estão sempre mexendo ali, escolhendo um livro, lendo-o e comentando-o com a família", acredita Cida Sarraf. E não apenas os livros. A leitura de revistas e jornais também tem de ser um hábito dos pais.

Os pais também têm de prestar atenção ao ambiente em que fazem sua leitura, passando a impressão de que ler é prazeroso, mas também é coisa séria. O ambiente deve ser tranquilo, sem muitos ruídos, com boa iluminação, e deve-se sentar com a postura corporal correta, para não se cansar rapidamente.
EXPLORAR RÓTULOS DE EMBALAGENS
Alguns produtos são recorrentes na dispensa de nossas casas e as crianças acabam se acostumando com a presença deles. Aproveite momentos de descontração, como durante as refeições, para ler os rótulos junto com seu filho. "Com o tempo, ele começa a ler por imagem, por associação. Ele pode ainda não estar alfabetizado, mas já sabe o que está escrito naquela embalagem", explica a especialista Maria Claudia Rebellato. Segundo ela, os rótulos são interessantes de serem lidos porque, na maioria dos casos, são escritos em letra CAIXA ALTA, que é a qual a criança assimila antes da letra cursiva.
FAZER LISTA DE COMPRAS COM SEU FILHO
Esta aí uma tarefa pra lá de corriqueira: fazer a lista de compras do supermercado. Num ambiente alfabetizador, o momento pode ser aproveitado: chame a criança para preencher a lista com você e faça com que ela perceba que você anota no papel as coisas que irá comprar, para consultar lá no mercado (uma forma de ela relacionar a linguagem oral com a escrita). Vá conversando com ela: "Vamos anotar para não esquecer. O que mais vamos ter de comprar? Então, vamos escrever aqui". Deixe que ela acompanhe com os olhos o que você está escrevendo e vá falando em voz alta.
APROVEITAR AS SITUAÇÕES DA RUA
Placas de trânsito, destino de ônibus, outdoors, letreiros, panfletos, faixas... onde quer que frequentemos estaremos sempre em contato com o mundo letrado e é ótimo que os diferentes elementos sejam aproveitados com a criança. "Dá para levar em forma de brincadeira. 'Olha filho, tem uma placa igual a essa em frente à nossa casa. Sabe o que está escrito nela?'’ ou ainda 'Olha, filho, esse ônibus vai para Cajuru. Cajuru também começa com Ca, igual o nome da mamãe, Carolina'. É por meio dessas situações que a criança vai percebendo as diferentes funções da escrita e fazendo associações", acredita Maria Claudia. Segundo ela, é uma forma não de ensinar/aprender, mas de brincar com as letras, com as palavras, com a escrita e a leitura.
FAZER CONVITE DE ANIVERSÁRIO COM A CRIANÇA
Escrever nos convitinhos de aniversário é uma etapa da festa da qual a criança precisa participar. Pergunte a ela: "o que teremos de escrever nos convites? Precisamos dizer onde vai ser e a que horas". Isso pode ser feito desde o primeiro aniversário da criança, repetindo nos anos seguintes, até chegar a vez em que ela própria irá querer escrever sozinha, com sua letrinha.

Outra atitude interessante é escrever cartões de aniversário ou de casamento na frente da criança. "Esses nossos amigos irão se casar. Vamos escrever uma mensagem a eles para enviar junto com o presente?". A situação pode ser corriqueira para você, mas para a criança tudo é novidade. Participe-a desses momentos. Nos aniversários das pessoas da família, incentive-a a escrever algum cartão, mesmo que ela faça apenas desenhos. Pergunte que mensagem ela quis passar e em seguida faça um elogio ao seu trabalho.
MONTAR UMA AGENDA TELEFÔNICA
A agenda telefônica é um bom objeto a ser explorado com as crianças. Ela mostra, claramente, o que é texto e o que é número, com a função de cada um deles. O texto é usado para escrever o nome das pessoas ou dos lugares, enquanto o número é utilizado para informar o telefone. No dia a dia, chame a criança para observar essa diferença. "Olha filho, deste lado ficam os nomes das pessoas e deste o número do telefone delas. Vamos ver qual o número da casa da titia?".
APONTAR OUTROS MATERIAIS ESCRITOS
Brinquedinhos com palavras e números, calendários, jogos de computador, álbum de fotografia com legendas, scrapbook, tudo isso pode estar no ambiente de convivência da criança, mas... desde que realmente sejam usados por ela, e não funcionem como meros enfeites do seu quarto. "A criança tem de perceber a função de cada um dos elementos que é posto para ela", reitera Cida Sarraf. Houve um tempo em que pais e professores acreditavam que bastava etiquetar os objetos (etiqueta com a palavra cama na cama, com a palavra armário no armário) para as crianças se familiarizarem com a língua. Mas as pesquisas mais atuais mostraram que os diversos gêneros textuais precisam estar presentes e serem usados dentro de uma função comunicativa. Portanto, quando for montar um álbum com fotos de uma viagem, chame a criança para legendar cada foto com você. "Você lembra como se chamava este lugar? Vamos escrever aqui para sabermos daqui a um tempo".
RESPEITAR O RITMO DA CRIANÇA
Sabe o que mais pode ajudar na alfabetização de seu filho? Compreender o seu ritmo! Isso mesmo. Investir no ambiente alfabetizador é importante para que as crianças ganhem mais intimidade com a língua escrita (e dessa forma encontrem menos dificuldade quando estiverem aprendendo a ler a escrever), mas isso não quer dizer que o processo será, necessariamente, acelerado, e é importante que os pais tenham isso em mente. Lembre-se: começar a ler e a escrever mais tardiamente não representa problema de aprendizagem ou falta de inteligência. Na maioria dos casos, significa apenas que a criança ainda não atingiu um nível necessário de maturidade. Segundo Maria Claudia, a criança fica um tempo absorvendo muita informação e de repente dá uma decolada, mostrando que conseguiu entender o processo. "É literalmente um 'click', mas que acontece em momentos diferentes para cada criança", ela sintetiza.
ENTENDA O CONCEITO DE AMBIENTE ALFABETIZADOR
A partir das investigações das educadoras Emília Ferreiro e Ana Teberosky, apresentadas no livro Psicogênese da Língua Escrita, vários pesquisadores da área começaram a construir uma nova didática da alfabetização, chegando ao conceito de ambiente alfabetizador. No começo, houve interpretações errôneas, e professores começaram a colocar nomes nas coisas, como etiqueta com a palavra lousa na lousa, etiqueta com a palavra mesa na mesa, supondo ser assim um ambiente alfabetizador. Com as pesquisas que se seguiram, concluiu-se que um ambiente alfabetizador não somente é aquele que contem material escrito, mas aquele em que diversos gêneros textuais estão presentes e sendo usados, dentro de uma função comunicativa. Ou seja, o uso tem de ser efetivo.

Dia do Professor


Queridos(as) amigos(as), leitores e acompanhantes do Blog Tia Suely, me desculpem o atraso das postagens,mas é que Graças a Deus estou com muitas atividades de trabalho, e por esse motivo, meu tempo tem sido muito curto pra realizar tantas coisas!!Mas vocês podem ficar tranquilos(mamães e papais de meus alunos), que estarei sempre atualizando tudo...ainda que atrasado!
Bom, a última data importante que foi comemorada, foi a do DIA DO PROFESSOR!Nossa, se as pessoas pudessem imaginar o quão essa data é importante pra nós, Mestres da Educação!Falar sobre minha profissão é algo que mexe muito comigo, porque é algo que deve ser contado desde quando eu era criança...Sim, porque desde muito novinha, eu já dizia claramente às pessoas:Eu vou ser uma PROFESSORA!E logo na minha adolescência, eu me destaquei na minha Cidade por amar as crianças...De alguma maneira eu queria estar pertinho dos "pequenos",até que um dia(ano de 2000), uma Diretora de uma Escola, me fez o convite de trabalhar com crianças(No Jardim)...Gente, como eu fiquei feliz!E não pensei duas vezes, aceitei de cara!!!O interessante é que eu não tinha experiencia alguma em sala de aula, e única coisa que eu sabia que eu deveria fazer, era dar muito carinho aos pequenos, e foi o que EU FIZ!As professoras das outras séries até comentavam que eu havia nascido pra ser Professora mesmo, pois enquanto as outras estavam aproveitando seu momento de intervalo(Recreio), eu estava com as crianças enganchadas em todos os lados do meu corpo!(Risos)..Mas era isso mesmo!eu não sabia porquê,mas eu os amava muito!!!Quase 01 ano depois, eu adoeci...Tive inicio de hepatite...E por um momento tive que me ausentar da Escola...Então a Diretora anunciou que provavelmente eu seria substituida por uma outra pessoa...E sabe o que aconteceu?As mães NÃO ACEITARAM!Diziam que não teria outra pessoa que pudesse substituir o carinho que eu havia por seus filhos...Lembro-me até de uma das mães, que disse o seguinte:"Eu não aceito outra Professora,pois quando vou contar a Historinha da Rapunzel ao meu filho, ele diz me diz:Mãe, tá errado...!Tia Suely não conta assim...!E assim é o dia inteiro!Ele pede que eu aja como a Tia Suely!"Então na cabecinha dele, ela é um modelo de pessoa...Ele a ama!"Amadas(os) amigas(os), quando me contaram isso que a mãe havia falado, veio ao meu ♥ muita alegria, pois eu já dizia a frase que digo hoje:ENTÃO ESTOU NO CAMINHO CERTO!
Alguns pouco anos depois, eu me mudei pra Capital, e lá comecei a trabalhar numa Escolinha chamado Anjo da Guarda...Na verdade, eu havia entrado já no fim do ano...Mas sabe o que eu fiz de diferente mais uma vez??Dei muito amor aquelas crianças!E investi tudo que eu tinha pra levar a eles confiança; já que eu era alguém desconhecida...E olhem só como eles me trataram em alguns poucos dias:
(Fotos registradas uma semana após minha chegada à Escola)
Vale dizer a vocês que meu carinho as crianças NUNCA foi algo imposto...As diretoras nunca chegaram a me dizer que eu desse carinho a eles...Eu sempre o fiz por QUERER!POR SER ASSIM!
Vou deixar aqui pra vocês alguns, dos muitos, MOMENTOS que tive ano passado, quando estive numa Escola do Município:

Hoje eu continuo trabalhando com meus pequenos e se há algo que agradeço a Deus todos os dias é o DOM DE SER MÃE E O DE PODER SER TITIA!Não consigo me imaginar atrás de uma mesa, fazendo a Chamada,colocando os Conteúdos e o contato sendo o mínimo...Quando digo às pessoas que sou Professora, me vem a mente todos os momentos que tive e tenho ao lado dos meus pequenos.
Pra finalizar minha postagem, quero deixar alguns recadinhos dos papais e das mamães dos pequenos do Infantil II, que estiveram conosco na última Reunião de Pais&Mestres do Colégio Machado de Assis(Junco).Grande foi a nossa emoção(minha e de minha Companheira de Classe-Jany) quando lemos todos esses recadinhos tão carinhosos...!Me sinto realizada quando as mamães chegam até a nós dizendo-nos palavras de carinho e de admiração, pois expressa o que nossos pequenos ainda não conseguem dizer...Obrigada, queridas mamães e papais, por todo respeito, carinho, admiração e compreensão ao longo desse ano que está se encerrando...Claro que tivemos erros, mas qual "mãe" não erra,não é verdade?Pois quando assumimos uma turminha(ainda mais tão pequenos!) sobre nossa responsabilidade, as chances de errar são tão fáceis quanto a de acertar!Eu vou encerrar o ano de 2014 na convicção de que DEI O MEU MELHOR!








Por que sou professor?

Sou professor
porque professo e faço aquilo que acredito
sem medo de sonhar e de errar...
Não me curvo às impossibilidades calcificadas
sem antes ter experimentado os primeiros passos,
os primeiros tombos, os primeiros erros...
Sou professor porque tenho fome.
E quando se tem fome de conhecimento,
entende-se porque a semente é tão necessária...
Sou professor porque tenho sede.
Não uma sede temporária que qualquer alegria sacie,
mas uma sede de infinito
que ultrapasse os limites do meu coração
e transborde o coração daqueles a mim confiados...
Sou professor
porque minha alma não se contenta com mesmices,
não aceita nada pronto, definitivo e acabado.
Sou professor
porque tenho a possibilidade de criar e de recriar a vida,
de pôr os pontos e as vírgulas onde eu bem entender
e assim ter a possibilidade de produzir, a cada dia,
o melhor texto da minha vida...
Sou professor
porque desejo e busco um mundo menos alienado,
de pessoas que pensam e que fazem,
de cidadãos conscientes que promovam a vida
ao invés de a destruírem.
Sou professor porque acredito no ser humano
e na sua infinita capacidade de aprender,
de amar e de alcançar seus objetivos.
Não quero obrigação naquilo que faço. Poderá doer muito. Quero amar o que faço
porque a minha ação ninguém fará por mim.
Sou professor porque sem mim os médicos não curariam,os pintores não criariam suas obras,
os engenheiros não construiriam,
os motoristas errariam os caminhos,
os padeiros não preparariam o pão da manhã
e os pilotos não voariam pelo infinito...
Sou professor porque tenho nas mãos
o poder de transformar,
a magia de criar sonhos e de fazê-los reais...
Sou professor porque tenho coragem.
Coragem para desafiar limites,
para acreditar naquilo que parece impossível.
Coragem para derrubar as barreiras da ignorância,
mesmo sabendo da crueldade
com que são tratados aqueles que lutam e,
principalmente, aqueles que lutam
para devolver ao homem a sua dignidade perdida...
Sou professor porque abraço os desafios.
Os medrosos não ousariam lutar contra si mesmos...
Sou professor porque tenho fé.
Fé na vida, fé em gente, fé no que faz.
Fé é a mola propulsora de qualquer atitude.
Sem ela, seria impossível permanecer vivo.
Sou professor porque Deus me soprou ao ouvido
e me convenceu de que um mundo melhor
poderia nascer de minhas mãos.
Sou professor porque tenho sangue correndo nas veias.
Me visto de vida todos os dias
e na minha mala não levo somente livros, diários e giz.
Levo esperança e luz.
Sou professor. Me orgulho de sê-lo!
Porque      Sou    Professor

-Sou PROFESSOR porque...amo a vida, amo as pessoas, amo servir e trocar confeitos de sonhos e esperanças.
-Sou PROFESSOR porque creio na fé, no conhecimento, e no saber que provoca mudanças essenciais para todos.
-Sou PROFESSOR porque... o amor também move moinhos além de remover montanhas, e é pra frente que se anda, é para cima  e para dentro que se evolui espiritualmente.
-Sou PROFESSOR porque... pássaro que sabe que pode voar mais longe, tem que partir primeiro...
-Sou PROFESSOR porque...acredito na distribuição do pão e da água, além da vontade de viver intensamente tecendo somas de vivências e iluminuras.
-Sou PROFESSOR porque...confio na beleza da produção de conhecimento e da pesquisa em parceria dinâmica salutar.
-Sou PROFESSOR porque...a alma da ciência é a perseverança e o dinamismo da dedicação uma missão como soma pelo viés plural-comunitário.
-Sou PROFESSOR porque...a palavra é luz, o livro é estandarte e a troca de bagagens (Ave Paulo Freire) um elo de exortação à vida infinita que é uma eterna busca.
-Sou PROFESSOR porque...a união vale o esforço, faz a força do grupo docente e discente irmanados; a união de propósitos em comum faz o acervo ético, e a amizade é uma escada para o alto, para a essência vital do divino amor cósmico.
-Sou PROFESSOR porque...sempre me encontro comigo mesmo, a cada aula, cada situação-problema, e quando estou em sala de aula eu me sinto dentro do meu próprio coração.
-Sou PROFESSOR porque...lecionar é uma lavra de humanismo de resultados, arados e a estrelas no mesmo canteiro sideral da espécie que é energia, calor e luz.
-Sou PROFESSOR porque...dar aulas é oferecer a mão estendida, o ombro amigo, o afeto que se encerra num abraço terno à procura de uma boa mensagem sementeira para o futuro.
-Sou PROFESSOR porque...a pedra bruta para se tornar diamante de valor precisa da estima, da lucidez e do fogo da forja que é primordial no caminho do estágio evolutivo seqüencial.
-Sou PROFESSOR porque...a docência é missão, é dádiva, é semeadura de tantas estradas que vão dar muito além desse planeta geóide.
-Sou PROFESSOR porque... de uma maravilhosa mestra me fiz poeta precoce, de uma educadora meiga me fiz Crusoé, de uma pedagoga diferenciada me fiz baladeiro a oxigenar seixos íntimos, sonhando – nos estudos, no livros, nas aulas – um lugar ao sol e o pote de ouro atrás do arco-íris.
-Sou PROFESSOR porque...me respeito e gosto de fazer o que faço, amando para ser amado, me modificando (e moldando-me sempre para melhor) a cada dia, descobrindo sempre novos horizontes pelo olhar do aluno-filho, cada um deles com perspectiva especial de uma alma cidadã.
-Sou PROFESSOR porque...faço parte da orquestra dos sensíveis, e me dou, livro aberto, para a biblioteca universal dos dias que são páginas de rostos de seres puros buscando apreendências e letramentos...
-Sou PROFESSOR porque...ensinar é levar o aluno enquanto ser e enquanto humanus, para uma viagem ao reino encantado da palavra, do saber e até do conhecimento científico.
-Sou PROFESSOR porque...como diz o poeta, o aluno é como a madeira, se for devidamente “tocado” – INSPIRADO! - pode tornar-se flauta.
-Sou PROFESSOR porque...minha maior rebeldia é querer mudar o mundo pra melhor, plantando ideais nos corações e mentes de meus canteiros cíclicos que, certamente levarão minha mensagem de amor e fé para o futuro da espécie, uma vida melhor, mais justa.
-E, por fim, sou Professor porque assim sou feliz, pareço feliz, semeio sentidos de grandes buscas, com parcerias e vivências de inclusões, e sei que, com certeza, há muito mais luz no processo do ensino-aprendizagem do que no átomo. E sei também que o aluno é uma árvore que tem que ser bem cuidada, bem regada, bem preparada, solidificada com carinho, bem adubada até, para, serenamente crescer e dar flores e frutos. E assim sei da responsabilidade que, com meu trabalho, tenho com a sociedade, com a vida, com o mundo, por isso mesmo espero ser um dia um belo fruto na seara desses alunos que amo tanto.
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Oração da criança

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Certa vez, uma mãe viu seu filhinho sentado em um canto da sala, recitando alto as letras do alfabeto: a, b, c, d, e, f, g… Intrigada, ela se aproximou e lhe perguntou: filho, o que você está fazendo?
Mamãe, você me disse para eu orar sempre a Deus. Acontece que eu não sei como fazer. Então resolvi ir dizendo o alfabeto inteiro para Deus, pedindo que faça uma boa oração com essas letras.
O fato poderia ser tomado como uma dessas coisas de criança se não houvesse tanta fé na simplicidade do gesto. Simplicidade que esquecemos muitas vezes.
Quantas vezes dizemos que não sabemos orar ou como nos dirigir ao Criador. Chegamos a pedir a outros que orem por nós, pelas nossas necessidades, pelos nossos afetos, porque não sabemos como orar.
E é tão simples. Orar é dialogar com quem é o maior responsável pela nossa vida, por tudo que somos, desde que nos originamos da sua vontade: Deus.
Não há necessidade de palavras difíceis, rebuscadas ou decoradas. A oração deve ser espontânea, gerada pela necessidade do momento. Ou por um momento de intensa alegria, uma conquista concretizada, um objetivo alcançado.
Já nos ensinou o Mestre Galileu em seu tempo: não creiais que por muito falardes, sereis ouvidos. Não é pela multiplicidade das palavras que sereis atendidos.
E sabiamente ainda ensinou Jesus que se devia orar ao Pai em secreto. Portanto, existem muitas preces que nem chegam a ser proferidas. Explodem da alma para os céus sem que os lábios tomem parte, sem que as cordas vocais sejam acionadas.
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Deus vê o que se passa no fundo dos corações. Lê o pensamento dos seus filhos.
A oração pode se tomar incessante em nossas vidas sem que haja necessidade de tomarmos qualquer postura especial. A prece pode ser de todos os instantes, sem nenhuma interrupção dos nossos trabalhos.
Pode consistir no ato de reconhecimento a Deus quando escapamos de um acidente que poderia ser fatal. Pode ser um momento de êxtase pela beleza do oceano que joga suas ondas contra as rochas, desejando arrebatá-las para o seu seio. Ou, ainda, ante o espetáculo de cores do arco-íris após a tormenta que despetalou as rosas.
Sem fórmulas prontas, sem palavras encomendadas ou de difícil pronúncia. Rogar, agradecer. Exatamente como a criança que ganha um brinquedo, pula no colo do pai, e diz sorrindo: obrigado, papai. Adorei.
Ou, quando, súplice, pede: papai compra um sorvete? Ah, por favor. Compra, papai. Singeleza, simplicidade. É assim que devemos dialogar com Deus, nosso Pai. Deus, em sua infinita misericórdia, criou um canal especial de comunicação para que a qualquer hora, em qualquer lugar, todo ser pensante pudesse falar com ele.
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Este canal chama-se prece. Acessível ao pobre, ao abastado, ao letrado e ao desprovido de recursos intelectuais. À criança e ao adulto. a quem crê e até mesmo a quem não crê mas que um dia se dá conta que é muito confortador ter um Pai que escuta sempre, atende e socorre.
Não se esqueça de usar o seu canal especial de comunicação.
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